AOL Instant Messenger sai do ar definitivamente, após mais de 20 anos

Mais um capítulo da história da internet chegou ao fim. Nesta sexta-feira (15), a AOL encerrou definitivamente o funcionamento do AIM, um dos primeiros e mais bem-sucedidos softwares de mensagens instantâneas da internet. Em operação desde 1997, o sistema foi desligado nas primeiras horas desta madrugada e, agora, não pode mais ser utilizado em todas as suas versões.

Quando anunciou o fim das operações, em outubro, a AOL explicou que a morte do AIM serve com um testamento de que, hoje, os usuários de tecnologia se comunicam de maneiras completamente diferentes. É uma verdade comprovada por aplicativos como WhatsApp, Telegram e Facebook Messenger, que fazem a ponte entre desktop e mobile, mas também, uma amostra da dificuldade da empresa em se adaptar aos novos tempos.

Enquanto as redes sociais já estavam em plena ascensão, em meados dos anos 2000, e os smartphones começavam a ganhar corpo, o AOL Instant Messenger insistia em uma estratégia exclusivamente baseada no desktop. Dos mais de 60% de market share no mercado de internet que possuiu entre o final dos anos 1990 e o começo da década seguinte, o AIM caiu para 0,73% em 2011.

A solução nunca foi muito popular no Brasil, mas nos EUA se tornou um fenômeno cultural, aparecendo em filmes e séries de TV, algo muito potencializado pelo fato de a AOL ter sido, por muito tempo, uma das empresas mais populares do mercado de internet do país, incluindo, junto com a instalação do acesso, também suas soluções de e-mail e comunicações por mensagens.

Essa minúscula base de usuários já havia sido deixada meio que para lá há um bom tempo. Em 2012, por exemplo, a AOL fechou a divisão que cuidava exclusivamente do mensageiro, unindo-a ao desenvolvimento de outras soluções no panorama geral da empresa. A última atualização do AIM foi lançada em abril de 2015, sendo esta a que, agora, deixa de operar de maneira definitiva.

Também em outubro, a AOL publicou uma simpática animação, agradecendo aos usuários e dando um adeus antecipado. O tchau efetivo, entretanto, nunca veio, já que, como a própria solução, as redes sociais do mensageiro também são pouco atualizadas. Um fim obscuro para um software que fez histórias, mas que, já há muitos anos, havia sido esquecido pela internet e, aparentemente, também por seus responsáveis.

Fonte: AOL

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